Então você vem...
Abre a porta como se fosse a sua casa,
Rompe minha intimidade, me rompe,
e acaba se corrompendo
Falta-lhe tempo, então é rápido...
Acha que me usou,
e que agora vai me descartar,
Mas não sou eu quem voltará a deitar em uma cama de agulhas
Não serei eu a fingir um sorriso amarelo
Sua esposa lhe espera, com seus filhos...
Tampouco serei eu quem inventará desculpas inconsistentes,
antes de chegar em casa,
No meu cárcere sou livre,
E você prisioneiro de uma ilusória liberdade
Suas mentiras lhe corroem...
Minha cama...
meus cigarros...
meu café...
minhas algemas de vento...
Sou prisioneiro por opção, e você novamente corre...
Tudo isso é concreto,
menos a vida fútil que levas,
a futilidade é fumaça de cigarro,
que some antes de chegar ao teto,
inventando desculpas para chegar em casa...
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